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Economia da zona euro inverte tendência e sobe 2% no segundo trimestre face ao anterior​​​​​​​

As rendas das casas vão ficar mais caras no próximo ano. Depois de terem estagnado este ano, o aumento de preços que está a ser sentido este ano — por comparação com os praticados no ano em que a pandemia chegou ao país — aponta no sentido do agravamento dos custos com a habitação para quem é inquilino. A subida será, à luz dos dados disponíveis atualmente, ligeira.


A taxa de inflação deu um salto no mês passado. Chegou a 1,5%, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), estando a variação média dos preços (Índice de Preços do Consumidor) nos últimos 12 meses nos 0,36%. Excluindo a habitação, fixou-se em 0,29% em julho, de acordo com os dados preliminares do INE.

A economia da zona euro inverteu a tendência de queda no segundo trimestre deste ano, ao crescer 2% face ao trimestre anterior e 13,6% relativamente ao período homólogo de 2020, marcado pela pandemia, divulgou ontem o Eurostat.


Segundo a estimativa rápida hoje publicada pelo gabinete estatístico comunitário, o Eurostat, o Produto Interno Bruto (PIB) ajustado sazonalmente avançou 2% na área do euro entre Abril e Junho de 2021 face ao primeiro trimestre deste ano, tendo aumentado 1,9% no conjunto da União Europeia.

Falta ainda saber a evolução neste mês para se ficar a saber, oficialmente, que evolução terão em 2022, mas é grande a probabilidade de o próximo ano trazer um agravamento dos encargos para quem não é proprietário. Este ano, a taxa média dos preços sem habitação apresentou em todos os meses valores positivos, pelo que seria necessária uma quebra acentuada este mês para o resultado ser diferente.


Historicamente, a evolução dos preços neste oitavo mês do ano tende a não provocar grandes alterações à média dos 12 meses anteriores. Será, contudo, preciso esperar até ao final de agosto — altura em que o INE revela a estimativa rápida referente a agosto — para saber o valor real da variação média dos preços dos últimos 12 meses, que deverá apontar no sentido da subida das rendas. O valor final da inflação será depois revelado em meados de setembro.


De regresso às subidas


O aumento do preço das rendas no próximo ano, que deverá ser confirmado em meados do próximo mês, marcará o retomar de uma tendência a que se tem assistido nos últimos anos, com exceção deste. Em 2020, a pandemia ditou uma queda nos preços que acabou por fazer com que a inflação média, excluindo a habitação, tivesse chegado ao final de agosto abaixo de 0%. Ou seja, não permitiu uma atualização das rendas em 2021 como nos anos anteriores.


A estagnação das rendas este ano aconteceu depois da subida de 0,51% das rendas registada em 2020, do aumento de 1,15% em 2019, o de 1,12% em 2018, 0,54% em 2017 e de 0,16% nas rendas atualizadas em 2016 — o aumento de 2022 será, à partida, apenas superior ao registado em 2016. À semelhança do que aconteceu este ano, também em 2015 as rendas tinham ficado congeladas.

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À espera da carta do proprietário


O coeficiente de atualização das rendas, ou seja, o índice de preços médio dos últimos 12 meses, sem habitação, é aplicado tanto às rendas habitacionais — renda livre ou renda apoiada — como às não habitacionais (comerciais e industriais). De fora desta atualização ficam os contratos de arrendamento realizados antes de 1990, no caso dos habitacionais, ou de 1995, no caso dos não habitacionais, bem como os que se encontrem em processo de transição para o Novo Regime do Arrendamento Urbano.


Uma vez apurado o coeficiente de atualização das rendas, este tem de ser publicado em Diário da República até 30 de outubro e só depois disso é que os senhorios podem informar os senhorios de que vão mexer nas rendas. E uma vez comunicada essa intenção (por escrito), a alteração do valor da renda a cobrar aos inquilinos pode ser feita 30 dias depois.


Fonte: Eco.pt

No primeiro trimestre de 2021, o PIB tinha diminuído 0,3% na zona do euro e 0,1% na UE.


Já em termos homólogos, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior que tinha sido fortemente marcado pela pandemia de covid-19, o PIB cresceu 13,6% na zona euro e 13,2% na UE no segundo trimestre de 2021.


Portugal teve das maiores subidas na variação homóloga, com um crescimento do PIB de 15,5% no segundo trimestre de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020, apenas superado por Espanha (19,8%), França (18,7%), Hungria (17,7%) e Itália (17,3%).


Ainda assim, os dados relativos aos países ainda não estão completos.


Já na variação em cadeia, o PIB português cresceu 4,9% no segundo trimestre deste ano face ao primeiro.


O Eurostat faz ainda referência a uma das maiores economias mundiais, os Estados Unidos, comparando que, ainda no segundo trimestre de 2021, o PIB norte-americano aumentou 1,6% em comparação com o trimestre anterior e subiu 12,2% na variação homóloga.


Fonte: Público Imobiliário


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